Preenchi teu espaço por longos nove meses e depois convivi com você por uma "eternidade" de quase 50 anos corridos. Te senti em minhas entranhas, no meu amor, primeiro e sincero, na minha vida inteira.
Desconectadamente de uma lógica que ainda reluto aceitar, a vida te levou para uma dimensão de outro lado, onde jamais pude te alcançar.
E, estranhamente, nem um ano depois "te esqueci", e fiquei admirado de como conseguira "te superar" tão depressa.
No entanto, um dia, abri a porta do meu apartamentinho e te senti lá dentro. Vc estava lá, entrara lá e ficou lá.
E passei a te respirar em todos os cantos, a te sentir no café da manhã e no lanche da tarde dos meus dias livres. Nas sopas inigualadas às tuas, do jantar, na suavidade do travesseiro da noite.
Hoje, então, você se apoderou totalmente de mim. Te vejo nos meus pequenos gestos, te ouço na minha voz. E é você mesma que está nas minhas caretas e na minha risada, e no portão de mim mesmo, quando saio e chamo, igualzinho a vc, meus netinhos para virem almoçar. Eu te amo, mãe!!!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
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